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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O projeto de Verão foi um sucesso!

É com muita satisfação e muita tristeza também que anunciamos que o projeto de verão 2013 “Os conselhos da Vic e do Victor” terminaram atividades.

No passado dia 5 de Setembro tivemos a nossa última atividade com o centro comunitário da CV de Prado, como tem sido costume correu tudo muito bem e as crianças divertiram-se e aprenderam bastante.
Este verão foi especial para todos os voluntários do projeto, pois empenhamo-nos num projeto onde era muito o comprometimento e vontade para levar isto para a frente. Foi também o primeiro projeto em que dois novos voluntários, Pedro Silva e Cátia Clemente trabalharam como coordenadores o que elevou ainda mais a nossa expectativa e responsabilidade. 

Mas o que veio a seguir foi muito bom, conseguimos superar os objetivos, foram 10 atividades ao longo destes meses de verão, 9 as instituições com quem fizemos parcerias e mais de 300 crianças que ajudamos a terem um verão mais protegidas. Para além disso tivemos na boca do mundo, primeiro a nível regional pela rádio universitária RUM e pelo Correio do Minho e depois a nível nacional pelo Jornal de Notícias.
Isto tudo deve-se aos espetaculares voluntários que não se importaram de perder uns dias das suas férias e verão para ajudar por mais uma causa. E por isso nós estamos muito orgulhosos por este grupo de voluntários porque sem eles nada disto era possível. Eles é que são os protagonistas deste projeto.
Para o futuro, gostaríamos que este projeto continuá-se por mais anos, com bons voluntários e cada vez a ser melhor.

Pedro Silva e Cátia Clemente

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Diário de bordo: dia 10 – A difícil despedida…


É o último dia em Ankara. Até custa escrever. Hoje o dia foi reservado para fazer um balanço dos 10 dias passados neste Youth Exchange. Reuniram-se todos na sala principal para que todos falassem abertamente da sua experiência no projecto. Infelizmente não estive presente nesse momento pois fiquei responsável de editar o anúncio publicitário da organização que nos recebeu em Ankara, a Toy Library. Este trabalho foi desenvolvido no âmbito do grupo de publicidade e foi inteiramente pensado e, posteriormente filmado por nós. Tive imensos problemas no que respeita a edição devido ao acesso à Internet no hotel e a outras questões de carácter tecnológico, por isso, ficou combinado que assim que chegar a Portugal irei terminar e enviar ao Anil.

Este pequeno percalço até foi positivo porque me pude juntar ao grupo para participar da avaliação do projecto. Um dos exercícios feitos consistiu em avaliar várias áreas do mesmo, a comida, a organização, os diferentes workshops, entre outros. O resultado não variou muito dentre os participantes. A alimentação foi sem dúvida o ponto baixo desta nossa estadia em Ankara, mas tudo o resto conseguiu sobrepor-se a esse pequeno/grande problema, principalmente para mim que passei mal durante uns dias. 

Seguiu-se o almoço. Uma das últimas refeições naquele hotel. Foi um misto de felicidade e de saudade. Apesar de a comida ser inegavelmente péssima e demasiadamente condimentada, foi ali que passei grandes momentos de convívio com os vários participantes de diferentes países.

Durante a tarde, deu-se continuidade ao que se tinha feito de manhã. Foi também um momento de entrega dos diplomas de participação. Para ser um pouco mais dinâmico e diferente, a entrega destes foi feita pelos participantes aos participantes. O cenário era o seguinte: uma mesa repleta de diplomas virados ao contrário. Um participante retirava um à sua escolha e depois lia o nome do participante que lhe tinha saído na rifa. Resultado: muita gargalhada à mistura, isto porque ler nomes que nos são completamente estranhos, resulta numa leitura quase impossível de ser perceptível. Todos os nomes da equipa portuguesa foram pronunciados com um sotaque espanhol. Quando um participante da Hungria leu o meu nome, já era de esperar que o meu apelido Gonçalves ia ser lido Gonzalez. Tal e qual o que se sucedeu. Fomos também motivo de chacota pelo facto de termos 4 ou 5 nomes, pois normalmente nos outros países só existe o primeiro nome e o último.

De seguida, chegou a tão esperada conclusão do jogo lançado no início do projecto - “The Secret Friend”. Não sei se eu ou a Paula já vos tínhamos contado, mas de forma muito resumida, cada participante tinha um amigo secreto que, tal como o nome o indica, não se sabe quem é, sendo que o objectivo consistia em ir deixando pistas e presentes ao tal amigo até que eventualmente o descobríssemos.

A noite foi dedicada à festa de despedida e à exibição da coreografia feita pela Beril, a responsável pelo workshop “Creative dance through creative drama”. A Paula pertencia a esse grupo e a performance não podia ter sido melhor. Atrevo-me até a dizer que pareciam profissionais de longa data.  Terminamos a festa com muita dança e conversa. Eu e a Paula fomos as primeiras participantes a abandonar a cidade de Ankara durante a madrugada. Foi uma despedida difícil pois criaram-se laços fortes durantes estes 10 dias. Agora, quem sabe no futuro os possamos receber no nosso país. 

Maria Ferreira

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Diário de Bordo: dia 9 - O último ensaio


Hoje foi o último workshop de dança, e já ensaiamos a coreografia final. Está mesmo muito boa, mas já lá chego.
Ontem tínhamos a tarde livre, e eu e a Maria voltamos a separar-nos (o que é ótimo, porque assim levamos mais aprendizagens para Portugal). A convite do Gonçalo, eu e a Rita fomos conhecer uma turca, amiga dele, que vive aqui. Acho que me saiu a lotaria! Primeiro ela, a Irmik, é super simpática, e fala um inglês corretíssimo. Até estranhei, porque o único turco que tinha conhecido até então com um inglês perfeito era o Oguz (lê-se “oouse” – os dois “o” não são gralha, é mesmo para ser mais longo), que é daqui de Ankara, mas vive na Alemanha e estuda num colégio internacional. Logo descobri porquê: a Irmik trabalha no projeto europeu turco! Foi muito interessante ouvir a opinião dela sobre esta matéria, ao jantar. Mas já estou a saltar capítulos, e sim, eu sei que o dia de ontem já foi descrito pela Maria, mas isto é importante! Fomos passar a tarde à cidade velha, onde conhecemos vários amigos da Irmik, e vou falar-vos de dois: o Sonar e a Melis. O primeiro é o presidente de uma organização turca que se foca na disseminação dos direitos humanos, com uma vasta experiência em eventos do género do que estamos a participar, e ofereceu-se logo para nos ajudar com tudo o que precisarmos caso queiramos organizar um; a Melis é uma turca, que viveu três anos em Coimbra, e conhece bem o nosso país, não sendo inédito, foi incrível poder estar numa esplanada, na capital da Turquia, a conversar com uma local, em português!
Na manhã seguinte eu estava insuportável, não me calava com isto: “estive a falar com uma turca em português!”. Toda a gente se ria da minha euforia! No fim do almoço, e antes dos trabalhos da tarde, fui dar uma volta com alguns colegas, para espairecer e fazer a digestão (do arroz, como sempre). Como as meninas queriam ir para as compras, eu fui com os rapazes à livraria ao lado da loja de bijuteria. O Greg (ele na realidade tem um nome mais complicado, mas ele permitiu-me desistir do Húngaro, e trata-lo assim) é geógrafo, e coleciona mapas, então eu fui com o Pisti (outro Húngaro que também tem outro nome, mas neste caso ele mesmo optou por ser tratado pela alcunha), o Umut e o Oguz, fazer-lhe companhia na demanda pelo mapa. Não encontramos mapa nenhum, mas encontramos um dicionário de português-turco, e um turco que sabia o plante todo do SC Braga! Fiquei ainda mais eufórica, e no caminho para o hotel disse “merhaba” (olá, em turco) a toda a gente que se cruzou comigo na rua! E ainda foi bastante, porque em Ankara vivem 4 milhões de pessoas, e as ruas estão sempre cheias de gente.
No workshop de dança estivemos a montar a coreografia final. Ver o resultado final de uma semana intensa de trabalho traz-me um misto de emoções: por um lado a satisfação de ver o esforço de uma semana compensado, e por outro a tristeza de pensar que isto está quase a acabar. Amanhã, após o jantar, vamos atuar para os outros participantes. Não me vou alongar em detalhes, porque se tiverem interesse podem pedir à Maria para ver o vídeo, que ela vai filmar com certeza.
No final do jantar muita gente dispersou, mas eu e a Maria, bem como a Ana e a Marta, ficamos no hotel com os turcos, os romenos, os húngaros e os polacos, a ver um filme. Como acabou cedo, os turcos sugeriram irmos dar uma volta e tomarmos um café. Fomos a uma espécie de salão de chá, que está aberto 24h por dia, e divertimo-nos imenso a tentar ensiná-los alguma coisa em português, e a aprender turco! Depois do café a Maria, a Marta e um casal de turcos voltaram ao hotel, ao passo que eu fui com uma húngara (a Melinda – que é igualzinha a moça da Casa dos Segredos ou lá o que é, a Fany), duas turcas (a Hazan e Sule) e três turcos (Anil, Umut e Oguz), até uma discoteca dar um pezinho de dança. O mais engraçado na noite aqui é que é mais usual ter uma banda a fazer covers, que um DJ a passar música… voltamos ao hotel a cantar e a rir, o que me deixou muito feliz pois tenho a certeza que um dos objetivos desta viagem foi cumprido: tenho amigos novos! 

Paula Ferreira Lobo